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CRSS3's video: Luciana Genro e Ailton Lopes visitam aldeia ind gena de Anac CE fora Dilma A cio e Marina silva

@Luciana Genro e Ailton Lopes visitam aldeia indígena de Anacé/CE – fora Dilma, Aécio e Marina silva
A aldeia indígena Anacé recebeu a candidata do PSOL à presidência da República, Luciana Genro, o candidato do partido ao governo do Ceará, Ailton Lopes, e candidatos ao parlamento que apoiam a resistência indígena e a proteção ambiental. A visita da militância do PSOL reafirmou a defesa de um modelo alternativo de desenvolvimento, já que a área onde estão esses povos tem recebido projetos que impactam os ecossistemas e a população local. Luciana Genro destacou o apoio do partido à luta indígena e o compromisso com a demarcação das terras. “O que está em jogo aqui é a própria extinção de vocês enquanto povos. E é a isso que resistimos”, afirmou, criticando a paralisação das demarcações no governo atual. De acordo com relatório do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), divulgado este ano, durante o governo de Dilma Rousseff, apenas a Terra Indígena Kayabi, no Pará, foi demarcada. O número é inferior à média anual de demarcação nos governos Lula (10) e Fernando Henrique Cardoso (18). O açude Sítios Novos, nas proximidades do local do encontro com os povos indígenas, é a parada final da água a ser transposta pelo Rio São Francisco, por meio do Canal da Integração. Mas a água que deveria servir para amenizar a sede sofrida na região é direcionada para a Termelétrica do Pecém, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) e a Refinaria Premium 2. “Esses empreendimentos, além de consumidores de carvão, necessitam de uma quantidade absurda de água para suas caldeiras, em um Estado que está vivenciando mais uma de suas estiagens”, destacou o vereador de Fortaleza pelo PSOL e candidato a deputado estadual, João Alfredo, que acrescentou que a queima do carvão contribui para o aquecimento global e causa danos à saúde humana. Já as populações dependem de carro pipa e de lagoas estagnadas, enquanto veem o canal passar nas proximidades ou mesmo por cima de seus territórios. No encontro, os povos indígenas destacaram que o resultado desses projetos foi a expulsão de comunidades inteiras dos territórios, bem como o aumento da violência e da exploração sexual. “A terra está estudada, mas não está demarcada. Nós não criamos nada porque está tudo ocupado pelos poderosos”, disse Antônio Ferreira Anacé, que recordou os tempos produtivos do território que agora sofre com a polução ambiental e com a apropriação privada. Hoje, segundo ele, falta espaço para plantio e até mesmo para a construção de casas. “As indústrias que estão aqui, de Eike Batista e de empresas estrangeiras, e também os posseiros são os únicos beneficiados por esse tipo de governo que governa para minorias”, destacou a candidata do PSOL, acrescentando que a campanha tem o papel de “mostrar a farsa desse desenvolvimento, que é a tragédia da expulsão das comunidades, da violência e da pobreza que chegam”. Luciana anunciou que vai submeter toda a política de desenvolvimento às necessidades de preservação do meio ambiente, de garantia do território indígena e da Justiça Ambiental. Ela propôs a criação do Ministério da Ecologia e da Justiça Ambiental, que poderá incorporar os ministérios da Pesca, da Agricultura, Transporte, Meio Ambiente e Minas e Energia. Tal política não apenas reduzirá os gastos públicos, mas terá o papel fundamental de conferir às ações políticas um sentido estratégico de projeto de país, segundo Luciana. Para o povo indígena, não há mais o que esperar. O avanço do capital sobre os territórios tem gerado também inúmeras resistências, expressas nas grandes mobilizações, como a que resultou na ocupação da Câmara dos Deputados, em 2013, a retomada de terras, a paralisação de obras, como a de Belo Monte, e a afirmação da própria identidade. “Nós somos um povo unido, organizado, forte. E nós somos índios”, resumiu a Anacé Valdelice. Após a visita à Terra Indígena, a campanha do PSOL foi ao Centro de Reabilitação de Mamíferos da Aquasis Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos, em Iparana. Lá escutaram técnicos que falaram dos impactos desse modelo de desenvolvimento sobre a fauna marinha. O candidato ao governo do Ceará, Ailton Lopes, destacou que o modelo de desenvolvimento implementado na região gera mais desigualdade social. Ele afirmou que é fundamental que o Ceará conheça sua história e seus povos, para que a luta indígena seja fortalecida. Ailton também fez referência à estiagem que atingiu o estado nos últimos anos e defendeu a efetivação de políticas que possibilitem a convivência com o semiárido.

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This video was published on 2014-08-04 08:08:49 GMT by @CRSS3 on Youtube. CRSS3 has total 31K subscribers on Youtube and has a total of 552 video.This video has received 3 Likes which are lower than the average likes that CRSS3 gets . @CRSS3 receives an average views of 6.3K per video on Youtube.This video has received 0 comments which are lower than the average comments that CRSS3 gets . Overall the views for this video was lower than the average for the profile.

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